Diante do noticiário e dos vídeos apresentados, pensei que estava em algum erro de jornalistas, repetindo a programação que já havia sido passada: o caso dos mensalões... Mas, não. Não é repetição de coisa já vista. É uma nova versão, em diminuto, do que ocorreu há poucos anos. E os fatos ainda estão vivos em nossa memória. O mensalão se repete (será que este o Lula sabia?). Repete-se, através do binômio Arruda-Durval o que vimos entre Roberto Jefferson-José Dirceu. Parece que, quando não está satisfeito, um dos parceiros bota a boca no trombone e denuncia todo mundo. Com outra versão, mas aconteceu caso análogo entre Collor e seu irmão; entre Celso Pitta e sua mulher....
Esse Durval ocupava o cargo de Secretário de Relações Institucionais e responde a mais de 30 processos na Justiça. Como é possível? Não existe gente de bem para estes postos? Ou será que para participar de cargos em Governos o currículo deve ser o mais maculado possível?
O que espanta é o fato de observarmos o aprofundamento das relações promíscuas entre os Poderes Executivo e Legislativo em nome da propalada governabilidade. Isso tem sido alimento para corrupção e para deterioração da Política e enfraquecimento da democracia Brasileira.
Esta nova versão do Mensalão já perdeu a graça!!! Não surpreende tanto e nem desencanta mais ninguém. É o dia a dia de muitos de nossos políticos. Fazem até orações para isto! A continuar assim, teremos as mesmas reações das pessoas ao constatarem as ações dos criminosos que queimam ônibus, fazem falsas blitz, invadem delegacias... A população, infelizmente, já considera tudo isso natural... Como as balas perdidas, os tiroteios... Nada disto tem mais sentido... Nada aflige as pessoas...
Não adianta a renúncia dos membros do primeiro escalão do Governo Arruda; não adianta a OAB querer "impeachment" do Governador; não adianta um cidadão, vestido de palhaço, levar panetone à casa de Arruda; não adiantam os estardalhaços da Mídia... A Hora é de AÇÃO. Vamos parar de
Quem sou eu
- Partido Verde de Canoas
- http://twitter.com/cristianoduverd Somos uma Instituição preocupada em preservar, manter e recuperar Canoas. Para que possamos viver em paz com nossa consciência e com a natureza.
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Pq Marina?
A profunda convicção de que o Brasil só se tornará uma nação desenvolvida se vier a ser simultaneamente competitivo e ambientalmente sustentável é o que move todos os que já veem na senadora Marina Silva a melhor solução pós-Lula. E, para explicar os motivos dessa aposta, são unânimes em também enfatizar valores de vida e de convivência consagrados na sexagenária Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Porém, alguns revelam duas sérias propensões a dúvidas ou restrições.
Por um lado, que a espiritualidade de Marina possa trazer prejuízos ao racionalismo iluminista que vem ajudando a sociedade a se livrar de inúmeras superstições e preconceitos limitadores de autonomia individual e de liberdades cívicas.
Por outro, que as inescapáveis circunstâncias políticas da viabilização de sua candidatura não ofereçam as imprescindíveis condições de governabilidade.
Na primeira tendência chega a haver insinuações de atitude obscurantista pelo fato de Marina Silva não ser categórica sobre meia dúzia de questões: acesso legal das mulheres ao aborto, direito de usar drogas leves, conquistas da comunidade LGBT, educação científica separada da religiosa nas escolas confessionais e normas de biossegurança para cultivos transgênicos ou pesquisas com células-tronco.
Antes de tudo, não se deve esquecer que são questões sobre as quais há sérias controvérsias ético-científicas que racham a sociedade brasileira.
Podem ser ótimas para inquirir a senadora, porque ela assume sua condição de evangélica. Mas, fosse ela tão hipócrita quanto exigem as práticas mais costumeiras da política, tais polêmicas nem seriam lembradas. Muito menos usadas em tentativas de estigmatizá-la ou tachá-la de fundamentalista.
Pois bem, eu sou ateu há mais de 40 anos e radical adepto do darwinismo generalizado. Entendo as religiões como frutos da adaptação cultural.
Por isso, não tenho dúvida em optar pelos valores humanos que guiam a senadora. Pois ele são infinitamente superiores àqueles preferidos por materialistas vulgares e que servem até para justificar toda a nojeira que tem sido praticada no Senado e na Câmara dos Deputados pelos dois oligopólios partidários.
Por que deveria eu ter aversão a uma crente que nutre mais respeito pela diversidade cultural e pelas liberdades civis do que todas as raposas políticas juntas? Apenas uma lembrança: as que agora bajulam o ilegítimo e horrendo regime iraniano.
Sobre a segunda tendência, como estimar as chances de governabilidade? A base de apoio de um governo Marina será necessariamente construída pela atração daquilo que há de melhor no PT e no PSDB, alijando do poder os arranjos que foram montados por oligarcas com o propósito de chantagear os presidentes FHC e Lula. Só Marina poderá isolar essa corja.
Se der Ciro ou Dilma, o poder será exercido em parceria com esquema bem semelhante ao que está sendo regido por Sarney, Renan, Temer & Cia. Ltda. Se der Serra ou Aécio, esse mesmo arranjo será recauchutado sob a égide dos demos.
Por isso, a pergunta básica ao eleitor bem informado é: o que será melhor para a sociedade brasileira? Um governo de rude gerência executiva, necessariamente refém de sinhozinhos que organizam e comandam fisiológicos e oportunistas de todas as siglas e regiões, ou uma coalizão entre social-democratas e verdes conduzida por meiga, firme e serena seringueira negra com larga experiência política senatorial e ministerial?
Além disso, não será melhor que a chefia do Estado siga rigorosamente código de ética em que a sustentabilidade ambiental seja algo intrínseco?
Ou seria melhor que ficasse para quem já foi capaz de falsificar méritos universitários e ignora os riscos que corre a espécie humana, por falta de precaução com uma dezena de problemas usualmente classificados de “ambientais”, mas que, a rigor, são de segurança e tão sérios quanto a violência alimentada pelo narcotráfico ou por todas as máfias e gangues que põem em xeque o Estado de Direito?
Enfim, está mais do que na hora de parar com esse besteirol de dizer que a alternativa verde seria “ambientalista”. O que a distingue de candidaturas vermelhas, rosas ou de colorida plumagem não é qualquer apego romântico à preservação da natureza.
Ao contrário, é a consciência de que não haverá desenvolvimento se o crescimento econômico minar a sustentabilidade ambiental. De que crescer sem conservar é cavar a própria cova.
José Eli da Veiga, 61, é professor titular da Faculdade de Economia da USP.
Porém, alguns revelam duas sérias propensões a dúvidas ou restrições.
Por um lado, que a espiritualidade de Marina possa trazer prejuízos ao racionalismo iluminista que vem ajudando a sociedade a se livrar de inúmeras superstições e preconceitos limitadores de autonomia individual e de liberdades cívicas.
Por outro, que as inescapáveis circunstâncias políticas da viabilização de sua candidatura não ofereçam as imprescindíveis condições de governabilidade.
Na primeira tendência chega a haver insinuações de atitude obscurantista pelo fato de Marina Silva não ser categórica sobre meia dúzia de questões: acesso legal das mulheres ao aborto, direito de usar drogas leves, conquistas da comunidade LGBT, educação científica separada da religiosa nas escolas confessionais e normas de biossegurança para cultivos transgênicos ou pesquisas com células-tronco.
Antes de tudo, não se deve esquecer que são questões sobre as quais há sérias controvérsias ético-científicas que racham a sociedade brasileira.
Podem ser ótimas para inquirir a senadora, porque ela assume sua condição de evangélica. Mas, fosse ela tão hipócrita quanto exigem as práticas mais costumeiras da política, tais polêmicas nem seriam lembradas. Muito menos usadas em tentativas de estigmatizá-la ou tachá-la de fundamentalista.
Pois bem, eu sou ateu há mais de 40 anos e radical adepto do darwinismo generalizado. Entendo as religiões como frutos da adaptação cultural.
Por isso, não tenho dúvida em optar pelos valores humanos que guiam a senadora. Pois ele são infinitamente superiores àqueles preferidos por materialistas vulgares e que servem até para justificar toda a nojeira que tem sido praticada no Senado e na Câmara dos Deputados pelos dois oligopólios partidários.
Por que deveria eu ter aversão a uma crente que nutre mais respeito pela diversidade cultural e pelas liberdades civis do que todas as raposas políticas juntas? Apenas uma lembrança: as que agora bajulam o ilegítimo e horrendo regime iraniano.
Sobre a segunda tendência, como estimar as chances de governabilidade? A base de apoio de um governo Marina será necessariamente construída pela atração daquilo que há de melhor no PT e no PSDB, alijando do poder os arranjos que foram montados por oligarcas com o propósito de chantagear os presidentes FHC e Lula. Só Marina poderá isolar essa corja.
Se der Ciro ou Dilma, o poder será exercido em parceria com esquema bem semelhante ao que está sendo regido por Sarney, Renan, Temer & Cia. Ltda. Se der Serra ou Aécio, esse mesmo arranjo será recauchutado sob a égide dos demos.
Por isso, a pergunta básica ao eleitor bem informado é: o que será melhor para a sociedade brasileira? Um governo de rude gerência executiva, necessariamente refém de sinhozinhos que organizam e comandam fisiológicos e oportunistas de todas as siglas e regiões, ou uma coalizão entre social-democratas e verdes conduzida por meiga, firme e serena seringueira negra com larga experiência política senatorial e ministerial?
Além disso, não será melhor que a chefia do Estado siga rigorosamente código de ética em que a sustentabilidade ambiental seja algo intrínseco?
Ou seria melhor que ficasse para quem já foi capaz de falsificar méritos universitários e ignora os riscos que corre a espécie humana, por falta de precaução com uma dezena de problemas usualmente classificados de “ambientais”, mas que, a rigor, são de segurança e tão sérios quanto a violência alimentada pelo narcotráfico ou por todas as máfias e gangues que põem em xeque o Estado de Direito?
Enfim, está mais do que na hora de parar com esse besteirol de dizer que a alternativa verde seria “ambientalista”. O que a distingue de candidaturas vermelhas, rosas ou de colorida plumagem não é qualquer apego romântico à preservação da natureza.
Ao contrário, é a consciência de que não haverá desenvolvimento se o crescimento econômico minar a sustentabilidade ambiental. De que crescer sem conservar é cavar a própria cova.
José Eli da Veiga, 61, é professor titular da Faculdade de Economia da USP.
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Dia da Árvore

DIA DA ÁRVORE - 21 de setembro
Dendrofobia é o nome que se dá a uma psicose provocada pela aversão às árvores, perturbação que talvez explique o prazer nocivo com que muitas pessoas se dedicam à tarefa danosa do desmatamento, sem considerar que essa fobia destruidora tem como alvo aquela que, entre outros benefícios distribuídos graciosamente, transforma o gás carbônico em oxigênio, e por isso exerce papel fundamental na preservação da vida no planeta.
Em uma praça central de Buenos Aires, Argentina, colocaram aos pés da árvore mais frondosa que lá existe uma placa de bronze com a mensagem de Domingos Faustino Farmiento, escritor e estadista portenho. Diz ela:
“Tu, que passas e levantas contra mim os teus braços, antes de fazer-me mal, olha-me bem. Sou o calor do teu lar nas longas e frias noites de inverno. Sou a sombra amiga que te protege contra os rigores do sol. Meus frutos saciam a tua fome e aplacam tua sede. Sou a viga que suporta o teto de tua casa, a tábua de que tua mesa é feita, e a cama em que dormes e descansas. Sou o cabo dos teus instrumentos de trabalho e a porta da tua casa. Quando nasces, embalam-te num berço feito de minha madeira, e quando morreres, teu ataúde o será também, e te acompanhará ao seio da terra. Se me amas como mereço, defende-me dos insensatos e faze-me respeitar, porque eu sou a ÁRVORE”.
Desde o século 19 que o Dia da Árvore é comemorado em 22 de abril, nos Estados Unidos, data de aniversário do governador J. Sterling Morton, que durante o período de sua administração incentivava os moradores do estado de Nebraska a plantar o maior número possível de árvores a fim de mudar a paisagem da região. Já no Brasil, país possuidor da mais rica e diversificada flora do mundo, essa comemoração é feita em dois dias diferentes: no Norte e Nordeste, a Festa Anual da Árvore acontece na última semana de março por determinação de um decreto-lei datado de 26 de fevereiro de 1965, inspirado no fato de ser aquele o período de chuvas na região. No restante do país, porém, a celebração ocorre em 21 de setembro, precedendo não só o início da primavera, mas acompanhando também os costumes dos indígenas brasileiros que sempre cultuaram as árvores à época da chegada das chuvas, ou quando a terra começava a ser preparada para a semeadura.
Normalmente essa data é lembrada por escolas, órgãos ambientais e outras instituições, que desenvolvem atividades de educação ambiental tais como plantio, distribuição de mudas, visitas a parques e hortos municipais, confecção de trabalhos escolares referentes a esse tema, além de outras atividades.
As árvores, além da função paisagística, protegem lavouras contra ventos, diminuem a poluição sonora nos grandes centros urbanos, servem de moradia a pássaros e outros animais, fornecem sombras e alimentos ao homem e à fauna, absorvem parte dos raios solares e da poluição atmosférica, e produzem mais oxigênio através da fotossíntese, processo pelo qual as plantas verdes e alguns outros organismos transformam energia luminosa em energia química. Nas plantas verdes, a fotossíntese aproveita a energia da luz solar para converter dióxido de carbono (o CO2), água e minerais em compostos orgânicos e oxigênio, o que é essencial para a manutenção de todas a formas de vida existentes na Terra.
Como produtoras desse gás, pode-se afirmar que elas, quando diretamente atingidas pelo sol, desprendem grande quantidade do mesmo (de um a três gramas por hora e por metro quadrado de superfície foliar). Além disso, absorvem pelas raízes uma porção notável de água, cerca de 100 litros por dia, no caso do plátano, da qual só um pequeno percentual é incorporado aos tecidos vivos, evaporando-se o resto. As árvores têm influência sobre a fauna, o clima que as envolve e o restante da flora; as próprias florestas fabricam literalmente seu solo a partir das camadas de folhas secas que se transformam em húmus.
A qualidade da sua existência tem a ver com os materiais que nos fornecem, como a madeira para as construções e mobiliário, celulose para o papel, carvão para as caldeiras, substâncias medicinais, além de óleos, resinas, gomas, essências, mel, frutos, flores, entre outros. De qualquer forma, mais importante do que saber a importância de uma árvore, é saber a importância de nos comprometermos, cada vez mais, com a manutenção de ao menos uma espécie, plantando e cuidando para que se desenvolva.
Fonte: FERNANDO KITZINGER DANNEMANN
Publicado no Recanto das Letras em 28/08/2006
Código do texto: T227155
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Mais uma conquista...

Depois de arrebatar o apoio do psicanalista Augusto Cury, o Partido Verde (PV) aposta agora no poder de um mago para transformar popularidade literária em dividendos eleitorais. O escritor Paulo Coelho é a nova promessa da sigla para fortalecer o palanque da senadora Marina Silva (AC) à sucessão ao Palácio do Planalto em 2010. O convite para integrar a legenda foi feito no início de agosto pelo presidente nacional do PV, o vereador José Luiz Penna (SP).
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O autor de best-sellers ainda não deu a resposta definitiva, mas, de acordo com integrantes do PV, a filiação de Coelho já é dada como certa por lideranças da sigla. "A filiação está praticamente fechada", confirmou à Agência Estado um dos membros da Executiva Nacional do partido. "O mago é amigo de Marina Silva e já tem acompanhado algumas discussões ideológicas", emendou.
O interesse no ingresso do escritor na vida pública foi manifestado inicialmente pelo próprio Paulo Coelho, que procurou a legenda no final de julho e ofereceu o seu nome à elaboração do novo projeto partidário do PV rumo às eleições de 2010. Animado com a possibilidade de ingresso do mago aos quadros da legenda, Penna sentou à mesa com o escritor e sugeriu o lançamento de seu nome à disputa à Câmara dos Deputados no ano que vem, como confidenciou uma liderança do partido.
Coelho pediu um mês para avaliar a proposta. "Vamos conversar melhor nas próximas semanas, quando ele voltar de viagem aos Pirineus", assegurou Penna. "Estamos muito animados pela filiação dele. É uma personalidade importante que não é afinada politicamente com outras legendas", emendou. Procurado pela reportagem, o escritor negou que tenha telefonado para Penna dos Pirineus e fez mistério sobre a sua candidatura. "Ainda não tomei decisão de nada", afirmou.
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
RAPIDINHAS DO PV CANOAS no El País da Espanhã

Em entrevista ao Jornal Espanhol El País a pré-candidata a presidencia da República mostra para que veio:
Pregunta. ¿Qué ha cambiado en Brasil desde que llegó Lula?
Respuesta. Ha habido algunas conquistas importantes. Por ejemplo, relación con el equilibrio fiscal y a la estabilización de la moneda, lo que ha permitido atravesar la actual crisis con alguna tranquilidad. Con la llegada de Lula se produjo un cierto sobresalto, pero yo diría, como dato muy positivo, que la democracia esta ya consolidada y que hemos tenido avances notables en la agenda social. Brasil tenía índices de pobreza inaceptables y en los últimos años se han reducido en un 19%.
P. ¿Por qué se marchó usted del Gobierno Lula?
R. No sentía que tuviera el apoyo necesario para mantener las políticas medioambientales tal como fueron concebidas. Pasó a finales de 2007. En tres años, nuestro plan había conseguido disminuir la deforestación en un 57%, pero al no cumplirse otras directrices, en la Amazonia volvió el riesgo de que se volviera a reanudar la destrucción de la selva. Tomamos medidas drásticas, como prohibir el crédito a empresas ilegales, llevar a la cárcel no sólo al que destruía la selva, sino también al que plantaba, producía y exportaba. Se creó una gran tensión y tanto yo, como mi equipo, vimos que el Gobierno estaba dispuesto a derogar esas medidas.
P. Hay un gran debate sobre hasta dónde puede desarrollarse la Amazonia.
R. El término socio-ambientalismo, que significa integrar la protección de la selva con el desafío de promover la inclusión social, fue acuñado en la Amazonia a partir de la lucha de Chico Mendes. Para nosotros, los de la Amazonia, esa visión de la defensa del medio ambiente nunca fue interpretada en términos de conservar esa tierra como un santuario inviolable. Desde los inicios, todo el esfuerzo versó sobre cómo integrar medio ambiente y desarrollo económico en una misma ecuación, sabiendo que no es posible repetir con la Amazonia los errores que ya se hicieron con la Mata Atlántica (de la que queda sólo un 5%) o del Cerrado, (la meseta brasileña, cuya destrucción ha llegado ya al 50%). La Amazonia ha sido destruida en un 17%.
P. ¿Mantendría usted la política económica del Gobierno Lula?
R. Los procesos son acumulativos. No existe espacio para procesos nihilistas en relación con lo ya conquistado. Existe un reconocimiento de que en los últimos 16 años Brasil consiguió el equilibrio fiscal y la estabilización de la moneda, junto con la gran innovación que introdujo Lula y que fue la cuestión de la distribución de renta. Todo ello debe ser preservado. Creo que tenemos espacios para mejorar, y que ya no existe el peligro de que se destruya todo lo que se fue construyendo en los últimos 16 años.
P. En una hipotética segunda vuelta en 2011, ¿daría usted sus votos a la candidata de Lula o al candidato socialdemócrata de la oposición?
R. No puedo hablar aun como candidata, pero creo que el debate debe ser sobre ideas y que la ética debe prevalecer. Yo nunca mentiría respecto a la honorabilidad de alguien para ganar unas elecciones. Y desde un punto de vista político, lo que creo es que si me presento será con la aspiración de llegar a esa segunda vuelta. Yo querría hacer algo parecido a lo que hizo el PT hace 20 años, cuando rompió con los partidos tradicionales. Ha llegado otra vez el momento de unir a todas las fuerzas, sociales, políticas, intelectuales del país, para crear una nueva estrategia para Brasil.
Essa sabe o que quer e mostrou para que veio para o Partido Verde.
La compañera que desafió a Lula

Marina Silva tiene una imagen frágil, que desmiente su biografía. Nacida hace 51 años en una familia pobrísima de seringueros (recolectores de caucho) trabajó desde niña en el campo como criada y fue analfabeta hasta los 15 años. Aprendió a leer en un convento, antes de dedicarse al sindicalismo y de convertirse en estrecha colaboradora del legendario ecologista Chico Mendes. Terminó doctorándose en Historia. Casada, tiene cuatro hijos (de 21 a 10 años). Silva ha pasado por una larga trayectoria política en el Partido de los Trabajadores (PT) sin perder fuerza en la defensa de sus ideas y sin que nadie la haya acusado jamás de corrupción. Su desembarco hace un mes en el Partido Verde, desde donde probablemente aspirará a la presidencia del país, ha causado un terremoto político. (...)
Los cuidadosos planes del presidente brasileño, Luiz Inácio Lula da Silva, para organizar su sucesión en octubre del año próximo, han saltado por los aires después de conseguir que Dilma Rousseff, la mujer elegida, logre una victoria aplastante en la primera vuelta. Nada de plantear las elecciones como un plebiscito sobre su propio mandato. Toda la estrategia deberá ser revisada por culpa de otra mujer: la ecologista y ex ministra de Medio Ambiente, Marina Silva, que se ha pasado al Partido Verde y que será también, casi con toda seguridad, candidata presidencial. (...)
La personalidad de Silva, de 51 años, negra, de orígenes humildísimos como Lula, y con un fuerte sentido ético de la política, le pone, sin embargo, las cosas mucho más difíciles. Su llegada al ruedo electoral, con connotaciones que hacen recordar la candidatura de Barack Obama, en Estados Unidos, puede desviar la atención de muchos jóvenes, interesados en sus ideas medioambientales. Silva, heredera del mítico ecologista Chico Mendes, asesinado en 1988 por terratenientes de la Amazonia, es, además, una persona dotada de simpatía personal y un carácter dialogante, que obligará a colocar sobre el tapete electoral la delicada cuestión del desarrollo sostenible de la Amazonia (...)
Si al final es la economía la que acaba decidiendo muchas elecciones, Lula tiene aún una importante baza en sus manos. Brasil acaba de salir de la recesión, con una subida de 1,9% del PIB en el último trimestre. Las previsiones de crecimiento para 2010 son del 5%. Ése es el mejor sueño del ex sindicalista que se convirtió en uno de los dirigentes más populares del mundo: dejar el mando con el país creciendo. Lula había profetizado que la crisis en Brasil iba a ser sólo una marejadilla. Entonces nadie le creyó. (...)
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Melhorias no País começaram antes de Lula, diz Marina
Em entrevista ao jornal espanhol El País, a ex-ministra do Meio Ambiente e provável candidata do PV à presidência do País, Marina Silva, disse que é necessário reconhecer que as melhorias no Brasil tiveram inicio há 16 anos, antes da chegada de Luiz Inácio Lula da Silva a presidência do País.
Quando perguntada se manteria a política econômica de Lula, Marina disse que “existe o reconhecimento de que nos últimos 16 anos, o Brasil conseguiu o equilíbrio fiscal e a estabilização da moeda, junto com a grande inovação introduzida por Lula na questão da distribuição de renda”.
De acordo com a ex-ministra, ela deixou o governo porque não teve o apoio necessário para aplicar as políticas de meio ambiente, tal como foram concebidas.
“Em três anos conseguimos diminuir o desflorestamento em 57%, mas ao não se cumprir outras diretrizes, corria-se o risco de a Amazônia voltar a ser destruída. Tomamos medidas drásticas de cortar crédito de empresas ilegais, e prender, não só quem destruía a selva, mas também quem plantava, produzia e exportava. Isso criou uma grande tensão, tanto comigo, quanto com a minha equipe e vimos que o governo estava disposto a derrogar essas medidas”, disse ela o jornal espanhol.
Ela disse que os habitantes da Amazônia nunca acreditaram na preservação de um “santuário intocável”. Para ela, desde quanto Chico Mendes começou sua luta, o grande desafio sempre foi integrar o meio ambiente com desenvolvimento econômico em uma equação mista, sabendo que não é possível repetir os mesmo erros cometidos com a Mata Atlântica (da qual só restam 5%).
Quando perguntada se a culpa pela falha na política ambiental seria de Lula, Marina disse que “não se trata de personalizar”. Para ela assumir a economia sustentável como estratégia é algo complicado, que não existe em nenhum lugar do mundo.
Fonte: TERRA
Quando perguntada se manteria a política econômica de Lula, Marina disse que “existe o reconhecimento de que nos últimos 16 anos, o Brasil conseguiu o equilíbrio fiscal e a estabilização da moeda, junto com a grande inovação introduzida por Lula na questão da distribuição de renda”.
De acordo com a ex-ministra, ela deixou o governo porque não teve o apoio necessário para aplicar as políticas de meio ambiente, tal como foram concebidas.
“Em três anos conseguimos diminuir o desflorestamento em 57%, mas ao não se cumprir outras diretrizes, corria-se o risco de a Amazônia voltar a ser destruída. Tomamos medidas drásticas de cortar crédito de empresas ilegais, e prender, não só quem destruía a selva, mas também quem plantava, produzia e exportava. Isso criou uma grande tensão, tanto comigo, quanto com a minha equipe e vimos que o governo estava disposto a derrogar essas medidas”, disse ela o jornal espanhol.
Ela disse que os habitantes da Amazônia nunca acreditaram na preservação de um “santuário intocável”. Para ela, desde quanto Chico Mendes começou sua luta, o grande desafio sempre foi integrar o meio ambiente com desenvolvimento econômico em uma equação mista, sabendo que não é possível repetir os mesmo erros cometidos com a Mata Atlântica (da qual só restam 5%).
Quando perguntada se a culpa pela falha na política ambiental seria de Lula, Marina disse que “não se trata de personalizar”. Para ela assumir a economia sustentável como estratégia é algo complicado, que não existe em nenhum lugar do mundo.
Fonte: TERRA
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